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História da Cidade

São Gonçalo do Sapucaí é um município do estado de Minas Gerais. Apresenta em sua história ilustres personagens como o Barão do Rio Verde, Raimundo Corrêa e Bárbara Heliodora.

A origem do nome que compões o município é homenagem ao Santo português São Gonçalo de Amarante, padroeiro da cidade. Sapucaí é um vocábulo de origem tupi que significa "Rio que grita". Segundo estudiosos, esse nome foi dado pelos índios da região devido ao fato de os frutos secos das sapucaias produzirem um forte ruído ao caírem no chão estourando. Essa árvore é muito comum às margens do Rio Sapucaí, que passa próximo à cidade, sendo este grande influência na composição do nome do município.

O povoado primitivo se ergueu às margens do Rio Sapucaí em princípios do século XVIII, no chamado Ciclo do Ouro no Brasil Colônia, na região das minas do "Ouro Fala" e "Ouro Ronca". Dionísio da Fonseca Reis é considerado o descobridor dessas minas. Além de Dionísio da Fonseca Reis, também são considerados os primeiros habitantes da cidade, Francisco Bento Lustosa e Bento Corrêa de Melo. Os primeiros imigrantes foram bandeirantes paulistas, oficiais do exército mineiro e portugueses com suas respectivas famílias.

Na época de sua descoberta e fundação, mais de 40 mil km³ de terras auríferas foram desmontadas, revelando de acordo com cálculos o número aproximado de 40 toneladas de ouro extraídas sob o peso de inúmeras vidas de escravos, em uma cidade que se povoou da periferia para o centro.

Em contra partida, se desenvolvia um segundo núcleo, distante dali, onde se ergueu uma capela em evocação a São Gonçalo de Amarante. Uma das primeiras menções documentais ao que mais tarde seria o Arraial e uma carta de confirmação de sesmaria, concedida a Francisco Xavier Correria de Mesquita. O documento data de 1741, e nele o então povoado já era chamado por São Gonçalo Velho. Por motivo ignorado o povoado que se erguia às margens do rio foi sendo abandonado, convertendo então ao novo núcleo, proximamente alguns quilômetros dali, no estopim da colonização da cidade.

Já no ano de 1743 as divisas e territórios das Capitanias de Minas Gerais e São Paulo não se encontravam bem divididas, portanto, naquele mesmo ano o governador de São Paulo, o Capitão General D. Luís de Mascarenhas invade as minas do Rio Verde e toma de surpresa o Arraial de São Cipriano hoje a cidade da Campanha, tomando sob poder paulista as minas e o aludido arraial. Considerando arbitrária a invasão, o governador das Minas Gerais, o Conde de Bobadela imediatamente classifica de intruso o representante paulista deixado no povoado de São Gonçalo, o Capitão-Mor Corrêa Bueno, e envia ao vilarejo o ouvidor da Comarca do Rio das Mortes, em expedição armada acompanhando de toda a câmara de São João Del Rey. No povoado, no dia 2 de março de 1743 o ouvidor lavra um auto de ratificação de posse e também eleva o povoado à categoria de arraial sob o nome de São Gonçalo da Campanha do Rio Verde. Ainda na categoria de freguesia da cidade da Campanha, é criada a paróquia de São Gonçalo do Amarante por provisão de 23 de julho de 1819. A aglomeração urbana só viria receber o nome de São Gonçalo do Sapucaí em 1878 quando é elevada a Vila. A lei 2256 de 3 de janeiro de 1880 então eleva a sede municipal a categoria de cidade.

Na ocasião, sua jurisdição, além da sede, compreendia os distritos de Paredes do Sapucaí , atual cidade de Cordislândia, Retiro (Turvolândia), Santa Isabel (Heliodora) e Volta Grande (Careaçu). Em 27 de julho de 1889 se dá a emancipação do município e a criação de sua comarca, dispondo Raimundo Corrêa como seu primeiro Juiz de Direito.

Sua população em 2019 é de aproximadamente 25449 habitantes, conforme dados do IBGE.

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